FLORIANÓPOLIS: TURISMO DE “APARÊNCIAS”

Uma vergonha a invasão imobiliária nas praias e na "cara" dos órgãos de fiscalização

Mais um feriadão terminou e, mesmo com o movimento considerável de turistas em Florianópolis, a maior atração da cidade, a praia, não pode ser aproveitada por dois registros: apesar do sol e calor na semana passada, no feriado, a nebulosidade e um pouco de frio atrapalharam a frequência com banhos de mar.

O outro problema e aqui, mais grave, foram as ressacas que continuam restringindo o espaço nas faixas de areia e “batendo” contra muros, derrubando essas estruturas e parte de imóveis à beira da praia também. E, as consequências das ressacas são bem conhecidas: a invasão das faixas de marinha por conta da especulação imobiliária e, pior que isso, “incentivada” pela inoperância, descaso e irresponsabilidade dos setores de fiscalização da Floram, Ibama, Fatma e até de ações mais contundentes e certeiras do Ministério Público Federal.

Aliás, esse poder de polícia, nesses crimes ambientais, deveria ter a mesma “prioridade” quando, recentemente, mandou derrubar pequenos ranchos de pescadores artesanais, esses que vivem do comércio da pesca como forma exclusiva de sobrevivência da família. No norte da Ilha –Ingleses e Canasvieiras- o mar, a natureza, continuam “cobrando a fatura” da invasão e da especulação imobiliária. Os “humanos” continuam apenas “observando”. É o que parece.

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