Raimundo Colombo nega qualquer recurso de caixa dois nas campanhas

Foi a primeira declaração do governador após as delações de executivos da Odebrecht

“Ninguém do nosso governo pediu qualquer dinheiro em meu nome e nós jamais pediríamos qualquer recurso ilícito para a campanha. E, como é que pode? A gente conhece uma pessoa num aeroporto e depois de dez minutos vai pedir algum dinheiro?”. Foi com essa afirmação que o governador Raimundo Colombo respondeu diretamente, pela primeira vez, aos depoimentos de delatores da Odebrecht, segundo os quais, ele e assessores teriam exigido dinheiro da empreiteira em troca de favores do governo, como a privatização de ações da Casan.

Sobre eventuais reuniões com executivos da Odebrecht para discutir recursos paraa sua campanha, Raimundo Colombo foi taxativo: “Não, não aconteceu isso. O governo do Estado recebeu ao longo desses seis anos e quatro meses centenas de empresas do Brasil, do exterior, todas foram bem recebidas e sempre a gente estava acompanhado de mais gente do governo para tratar de assuntos que fossem importante, e nós tivemos sucesso em muitos deles. A Odebrecht era uma das maiores empresas do Brasil e o fato de recebê-las é ato absolutamente normal e praticado pelo governo como todas as outras, inclusive do próprio setor”.

Sobre dinheiro de caixa dois para as duas campanhas que disputou, Colombo afirmou que “todos os dados apresentados são  absurdos e integralmente longe  da realidade.A lei, até o ano de 2014, dava direito a recursos privados e como eu disse, a legislação, até 2014, ela permitia e era uma prática comum para manter o processo eleitoral que todos os candidatos pedissem ajuda de campanha, e isso era feito, e então declarado n que eram declarados à Justiça Eleitoral. Com relação à caixa 2 não existem esses valores e não foi feito nenhum pedido nesse sentido,disse Raimundo Colombo.

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