SERVIÇO PÚBLICO: GREVE POR GREVE, FLORIANÓPOLIS ENFRENTA MAIS UMA

Quanto pior, melhor. Com esse refrão descabido e meramente político, o SINTRASEM, Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Florianópolis decidiu, mais uma vez, sacrificar e martirizar a população que mais necessita de serviços essenciais e básicos, como educação e saúde. É que o sintrasem comandou hoje o início de uma greve dos servidores tendo como pano de fundo, pressionar a prefeitura para não contratar Organizações Sociais para administrar dez novas creches e uma unidade de pronto atendimento.

Por quê, as greves são rotineiras em administrações públicas? Sem generalizar, é que o serviço público está “protegido” pela chamada estabilidade no emprego ou o “foro privilegiado” que tanto envergonha a classe política. Como consequência, promover paralisações tem sido um verdadeiro “prato do dia”.

Essa estabilidade no serviço público, é uma vergonha, comparada com a gestão na iniciativa privada. Nas empresas, estabilidade do empregado é garantida pela qualificação profissional e pelo desempenho.

Atualmente, por falta de vagas, quase duas mil crianças estão sem o direito de vagas em creches e outras cem mil pessoas moradoras do Estreito poderiam ter direito a atendimento médico com o funcionamento da Upa do Continente. Tanto as creches como a UPA não podem entrar em funcionamento porque a prefeitura está impedida, por lei, de contratar, via concurso público, novos servidores. Atualmente, o município está no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal e, automaticamente, proibida de aumentar despesas com pessoal efetivo.

Por isso, para garantir as dez novas creches e a nova unidade de pronto atendimento no Estreito, o prefeito Gean Loureiro encaminhou à Câmara um projeto de lei para, através de Organizações Sociais, colocar em operação os programas de creches e de pronto atendimento. Esse modelo, aliás, vem sendo executado pelos governos Federal e Estadual e aqui na Grande Florianópolis, pelas prefeituras de São José e Biguaçu.

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