GRANDE FLORIANÓPOLIS: 150 MIL PESSOAS VÃO FICAR SEM ÔNIBUS A PARTIR DE AMANHÃ

Prefeitura de Florianópolis diz que a greve é intempestiva

Se já não bastasse o caos que  a população vem sofrendo com o desabastecimento de combustíveis, gás de cozinha, gêneros alimentícios, insumos em hospitais, sendo obrigados a bloquear cirurgias programadas, serviços públicos prejudicados, em que o próprio Judiciário teve que suspender audiências e prazos de processos, escolas públicas com aulas paralisadas por falta de merenda e transporte para os alunos e tantos outros direitos dos cidadãos bloqueados em função da greve dos caminhoneiros, surge mais um calvário e, desta vez, atingindo em cheio mais de 150 mil pessoas da Região Metropolitana de Florianópolis.

E, pior:  Esse contingente  depende, diariamente, do transporte público para trabalhar ou cumprir compromissos inadiáveis como em escolas, consultas e outros procedimentos médicos.

Essa desordem, sem fato determinado para a categoria dos Transportes, é a decisão do sindicado dos trabalhadores do setor, o SINTRATURB, de, a partir das 8 horas desta terça-feira, paralisar a circulação dos ônibus  na Capital e em  outras 19 cidades do aglomerado urbano.

Desde que caminhoneiros interditaram a entrada e saída de caminhões tanques da Unidade da Petrobrás sediada em Biguaçú, próxima de Florianópolis, por acordo, entre o governo do Estado, Prefeituras e o comando de greve, as empresas passaram a receber, parcialmente, cargas de combustíveis e os ônibus, com horários especiais, vinham circulando.

E, hoje,  quando se esperava o fim da greve por acordos firmados com o governo federal, o movimento de paralisação continuou.

Por outro lado, pesquisas revelam que o apoio da população aos caminhoneiros vem caindo acentuadamente e, os que ainda resistem, estariam sendo incentivados por interesses políticos partidários como forma de desestabilizar ainda mais o já enfraquecido e impopular governo Temer. Só que a população não tem a obrigação de pagar a conta desse repúdio político.

PREFEITURA DIZ QUE A GREVE É INTEMPESTIVA

Sobre a greve do transporte coletivo, a Prefeitura de Florianópolis emitiu nota lamentando a decisão do Sindicato dos Trabalhadores da Região Metropolitana de Florianópolis (Sintraturb), de paralisar as atividades hoje para uma Assembleia intempestiva.

Essa decisão, segundo a prefeitura, vem depois de um intenso trabalho do executivo para garantir combustível para o transporte coletivo e oferecer o mínimo de serviço para a população. Hoje, por exemplo, apesar do horário de sábado, foram utilizados mais de 100 linhas extras para dar conta da demanda durante os horários de pico. Agrava-se a paralisação o fato de que a população não tem como abastecer veículos particulares, restringindo a capacidade de locomoção até mesmo de profissionais de emergência da saúde e segurança.

Diante disso, o município vai adotar as seguintes medidas:

A de manter o atendimento nos Centros de Saúde e Unidades de Pronto Atendimento 24h. Se não houver transporte coletivo para o retorno dos servidores, o município vai utilizar veículos próprios, como microonibus, para levar os funcionários de volta para casa.

• A coleta de lixo será feita normalmente pela Comcap

• O pró-cidadão atenderá de maneira racionada na Secretaria da Fazenda de Florianópolis

• Aulas na rede municipal de educação estão suspensas no dia de hoje.

• Atendimento nos Centros de Referência de Assistência Social também estão suspensos.

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