DESCASO FEDERAL: TRÁFEGO NA BR-101, NOS CAMINHOS DO COLAPSO TOTAL

Pela falta constante de investimentos, até 2.021, o tráfego de veículos na BR-101, entre as regiões de Itajaí e Florianópolis, vai parar e, nos próximos 10 anos, o cenário vai ser ainda mais grave, com o colapso total da rodovia.

O alerta consta de um estudo técnico apresentado  pela Federação das Indústrias de Santa Catarina, a Fiesc durante reunião com representantes da Auto Pista Litoral, concessionária da rodovia e da ANTT, Agência Nacional de Transportes Terrestres.

Só para para a região da Grande Florianópolis, o relatório da Fiesc, aponta que há necessidade de um conjunto de obras que totalizam cerca de R$ 700 milhões, incluindo o projeto do contorno viário da região que, desde 2008, vem sofrendo constantes atrasos de execução. Inicialmente, projetado para 2012, a conclusão atravessa seguidos adiamentos, como 2013, 2014 e agora pulou para 2022.

Para o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, a BR-101 não atende a demanda atual e nem a futura e acrescentou que por várias vezes, as autoridades foram alertadas para encontrar soluções.
E foi além o presidente da Federação das Indústrias: com o País retomando o seu crescimento, a rodovia não vai suportar todo o tráfego e quando tivermos as duplicações das BRs 280 e 470 somente isso já será um grande indutor de aumento de tráfego na BR-101.

PRAZOS E ATRASOS CONSTANTES

O sistema Monitora FIESC, que acompanha o status de 52 obras e projetos de infraestrutura de transporte de Santa Catarina que somam R$ 7,38 bilhões, revela que 59% delas estão com o prazo expirado, 31% estão com o andamento comprometido e 10% estão com o andamento normal.

As obras monitoradas são dos modais aeroviário (8 obras), aquaviário (4 obras), ferroviário (7 obras) e rodoviário (33 obras). Em 2018, dos R$ 840 milhões previstos para investimentos em obras de transporte em Santa Catarina, foram pagos só R$ 181 milhões, dos quais 58% são de restos a pagar de anos anteriores.

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