TRÊS PODERES SE REÚNEM PARA DEBATER SOBRE PACTO ECONÔMICO

Rodrigo Maia afirma que, antes de assinar, vai submeter o texto aos líderes partidários da Câmara

(Brasília - DF, 28/05/2019) Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante café da manhã com Dias Toffoli, Presidente do Supremo Tribunal Federal; Davi Alcolumbre, Presidente do Senado Federal; Rodrigo Maia, Presidente da Câmara dos Deputados; Onyx Lorenzoni, Ministro-Chefe da Casa Civil da Presidência da República; Paulo Guedes, Ministro de Estado da Economia, e Augusto Heleno, Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.rFoto: Marcos Corrêa/PR

Os presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal (STF), Rodrigo Maia, Davi Alcolumbre e Dias Toffoli, reuniram-se nesta terça-feira (28) com o presidente Jair Bolsonaro para a discutir a assinatura, no mês que vem, de um pacto de entendimento com metas econômicas.

Segundo Maia, o texto está organizado e vai ser levado aos líderes partidários da Câmara. “Preciso respaldar minha decisão ouvindo os líderes, pelo menos a maioria, para assinar em nome da Câmara”, destacou.

De acordo com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que participou da reunião, o Brasil vive uma grave crise e, por essa razão, é preciso manter o diálogo entre os Poderes. “O esforço de todos é ver o Brasil daqui a um ano como um país que cresce. Claro que o texto vai ser construído de comum acordo. Temos um texto-base e vai ser costurado”, disse ele, sem detalhar a proposta.

Reestruturação do Estado
Rodrigo Maia defendeu que a Câmara priorize, além da reforma da Previdência (PEC 6/19), propostas que ajudem a reorganização e a reestruturação do Estado brasileiro. Ele participou de encontro com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e líderes partidários para debater esses temas.

Maia citou como exemplo a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 423/18, que altera a regra de ouro e estabelece medidas voltadas ao cumprimento da regra e a limitação das despesas obrigatórias. A PEC prevê por exemplo, que o governo não pode criar e expandir despesas obrigatórias (como aumento para servidores) ou benefícios e incentivos; permite a interrupção do pagamento do abono salarial, a redução temporária da jornada de trabalho dos servidores com adequação dos vencimentos, e até mesmo a demissão de servidores estáveis, caso a regra de ouro não seja cumprida pelo governo. Segundo Rodrigo Maia, o texto apresentado não prejudica o servidor.

“As despesas obrigatórias atingem quase 100% do gasto público, o que inviabiliza o fechamento do Orçamento, como está inviabilizando este ano, se não aprovarmos rápido o PLN 4/19. Queremos discutir em que condições o governo pode ter um gasto acima do que está previsto na regra de ouro com restrições, com bloqueios de aumentos, com redução de despesas, e todas outras regras nas quais o Estado paga a conta da ineficiência”, explicou o presidente.

“Não é um projeto que objetiva prejudicar servidor. Queremos valorizar o servidor para que ele possa ganhar em dia, para que ele a inflação não volte e prejudique o salário dele, agora, do jeito que o estado brasileiro está, vamos ter um estado inviável para o servidor”, defendeu Maia.

Rodrigo Maia lembrou ainda que o Supremo Tribunal Federal deve julgar na próxima semana oito ações que questionam a legalidade de artigos da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/00). Entre os temas a serem julgados está a possibilidade de redução da jornada de trabalho e dos salários de servidores públicos e de demissão em caso do não cumprimento das metas de gastos com pessoal. A previsão consta na redação original do texto estava prevista na redação original da norma, mas foi considerada inconstitucional pelo Supremo por meio de uma liminar.

(Fonte: Agência Câmara)

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