EM FLORIANÓPOLIS, MINISTRO SÉRGIO MORO PEDE APOIO DA SOCIEDADE PARA O COMBATE À CORRUPÇÃO E AO CRIME ORGANIZADO

O ministro Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública, afirmou hoje, em Florianópolis que “60 mil homicídios por ano no Brasil não é um número normal e aceitável. Não podemos ter política de convivência pacífica com essas grandes organizações criminosas e a meta do governo é de desenvolver ações para diminuir homicídios e feminicídios no Brasil”.

Na Capital, no auditório do Tribunal de Justiça, o ministro participou, como palestrante, no projeto Momento Brasil coordenado pela Acaert, Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão, quando destacou as ações de combate à criminalidade e à corrupção.

O ministro Moro, disse ainda que “até março deste ano, não tínhamos estatísticas oficiais nacionais sobre a segurança, nem sequer de assassinatos. Conseguimos finalmente ter esses dados disponíveis na página do ministério”, apontou. Ele traçou um paralelo da situação da segurança com a inflação: “Os brasileiros começaram a aceitar aquilo como algo normal”, e destacou dados como a redução de 20% nos assassinatos neste ano em comparação com 2018.

Citou as apreensões recordes de drogas – 67 toneladas de cocaína só pela Polícia Federal – além de uma maior integração das forças policiais, com reforço do trabalho nas fronteiras para evitar a entrada de armas e drogas.

Moro acrescentou ainda que um projeto piloto para área de fronteiras vai iniciar em Foz do Iguaçu-PR, com força-tarefa permanente para reunir dados, inteligência e comando de operações. Vão fazer parte agentes da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, polícias locais, da Receita Federal e Forças Armadas.

PARCERIA COM A SOCIEDADE

Sobre corrupção, segurança pública, crime organizado e criminalidade violenta, Moro reforçou que conta com o apoio da sociedade para vencer esses desafios. Lembrou também o trabalho na maior operação judicial e policial do país. “A Lava Jato foi muito difícil. Temos que reconhecer que temos uma tradição da impunidade e de grande corrupção. Com suas virtudes e seus eventuais erros, mudou esse padrão. Agora, vejo o trabalho como ministro como uma continuidade do trabalho que era feito. Temos como lema fazer a coisa certa, do jeito certo, pelos motivos certos.”

O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Rodrigo Collaço, lembrou a atuação determinada de Moro enquanto juiz federal em Curitiba-PR, à frente dos processos da Lava Jato, e o cumprimentou por aceitar a missão no Ministério. “Foi a partir da Operação Lava Jato e do trabalho do ministro Moro que nós conseguimos visualizar talvez a grande anomalia na formação da sociedade brasileira, que se deu especialmente por uma relação promíscua entre capital e Estado, e que levou ao quadro quase generalizado de corrupção”, apontou Collaço.

Já o presidente da Acaert, empresário Marcelo Petrelli, anfitrião do encontro, analisou o atual momento de polarização, radicalizado pela falta de moderação nas redes sociais e agravado pela proteção do anonimato, favorecendo o ambiente das fake news. “Devemos incentivar o respeito ao próximo e a tolerância. E a mídia regional sempre foi catalisadora desses valores”, reforçou.

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