REDE INTEGRADA DE TRANSPORTE COLETIVO: PALHOÇA QUESTIONA PRAZOS ESTABELECIDOS PELO GOVERNO

A decisão da Casa Civil do governo do Estado de estabelecer prazo até sexta feira, para que a Prefeitura de Palhoça confirme interesse em participar da Rede Integrada de Transporte Coletivo e a Câmara de Vereadores aprovar o projeto que delega ao Estado a competência sobre as linhas municipais de Transporte Coletivo, sob pena de o governo dar continuidade ao sistema sem a participação de Palhoça, recebeu reações contraditórias tanto da Prefeitura como da Câmara Municipal.

Nota da Prefeitura de Palhoça observa que o município recebeu a notificação do Estado em que é dado o prazo até o dia 08 para a cidade se posicionar favorável ou não ao projeto e se demonstra surpresa com tal notificação, visto que a cidade aguardava informações do governo do Estado sobre o projeto desde o dia 01 de julho, conforme ofício encaminhado pela Câmara de Vereadores.

O município ressalta também que por ser dividido por duas rodovias federais (BR-101 e BR-282), é severamente punido pela falta de mobilidade urbana. Por isso defende a verdadeira integração do transporte coletivo, para que um morador de Palhoça possa se deslocar ao município vizinho, São José, por exemplo, sem precisar ingressar na Ilha da Santa Catarina.

PROJETO SEM DEFINIÇÕES CLARAS

Também em nota, a Câmara de vereadores de Palhoça informa que o documento original que trata da integração do transporte coletivo chegou à casa no dia 31 de junho e quando foi observado que a proposta do governo não deixa claro quais serão os benefícios, de fato, para o município, os vereadores Otávio Martins Filho (Tavinho) e Mariah Nascimento enviaram um questionário à SUDERF (Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Florianópolis).

Com 28 perguntas, o documento questiona o governo sobre infraestrutura dos terminais, desenho dos trajetos, manutenção, licitações e principalmente tarifas. As respostas foram recebidas somente esta semana, quatro meses após a solicitação, junto com o ofício que estabelece prazo para que a Câmara se manifeste sobre o assunto, o que não deu tempo hábil para que os vereadores discutam a pauta a partir das respostas apresentadas.

Para o presidente da Câmara, Edemir Niehues (Neném do Bertilo), Palhoça é peça chave para que o sistema de integração dê certo, mas as afirmações do governo não deixam claro se o impacto para o cidadão palhocense que pega ônibus todos os dias será positivo ou negativo: “Temos dúvidas sobre a tarifa, por exemplo.

Se vai beneficiar municípios mais distantes, que têm mais custos de deslocamento, quem pagará essa conta?”, argumentou.
O presidente da Câmara disse também que o projeto será colocado em votação na segunda feira e indaga: se o governo levou quatro meses para responder os questionamentos da Câmara não vai poder esperar uma semana pela aprovação do projeto?

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