CPI: COMPRA DE RESPIRADORES PELO GOVERNO DO ESTADO TEVE PEDIDO DE PROPINA

Como fato novo na CPI dos Respiradores da Assembléia Legislativa,hoje pela manhã,  o empresário Rafael Wekerlin da empresa Brazilian International Business, de Joinville, confirmou que recebeu pedido de propina de R$ 3 milhões para que sua empresa fosse contratada pelo governo do Estado para a importação e venda dos 200 respiradores.

O empresário explicou aos deputados que foi procurado por seu representante, chamado Cauê Martins, que ficou sabendo por meio de um amigo chamado Germano do interesse do Estado em trazer da China 200 ventiladores artificiais.

O depoente disse que o primeiro contato sobre os equipamentosocorreu no dia 25 de março. Cauê lhe disse que o Estado tinha urgência e já pretendia fazer o pagamento noi dia seguinte. Wekerlin então preparou uma pré-proposta, encaminhada à Secretaria Estadual da Saúde.

A testemunha também disse aos deputados que avisou que os R$ 33 milhões não seriam suficientes para pagar todo o equipamento, pois esse montante não levaria em conta os impostos que seriam cobrados posteriormente.Wekerlin então recebeu a informação de que sua proposta havia sido aprovada mas, para fechar o negócio, ele solicitou o edital do processo de compra. “Nós não teríamos lucro nesse processo de importação e faríamos para ajudar o Estado”.

Para tratar da proposta, segundo a testemunha, foi criado um grupo de Whastapp. Foi9 nesse grupo que surgiu o pedido de pagamento de ´propina pela compra dos respiradores., Na tarde do dia 26 de março, enquanto discutiam os custos da importação, Samuel Rodovalho teria perguntado a Wekerlin sobre os “R$ 3 milhões de comissão dela, sem especificar quem seria a pessoa que teria pedido a comissão”.

Como resposta, o empresário disse  na hora que “não trabalhava dessa forma e se retirou da negociação e nem quis saber quem iria receber a propina”.

Por coincidência, na próxima terça feira, o empresário Samuel Rodovalho vai ser ouvido pela CPI.

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