CRISE SANITÁRIA NÃO IMPEDE INVESTIMENTOS PELAS INDÚSTRIAS DE SC

Mesmo com a retração econômica que já ultrapassou quatro meses como consequência da crise sanitária, a pesquisa Impacto do Coronavírus coordenada pela Federação das Indústrias de Santa Catarina revela que uma a cada cinco empresas do Estado pretende realizar investimentos mesmo que a pandemia se prolongue.

São 18,9% das empresas entrevistadas que informaram estar em busca de crédito para novos projetos. É um percentual significativo, pois contrasta com a estimativa de perda de faturamento que totaliza R$ 36,7 bilhões nos setores pesquisados, o que representa 8,4% do PIB estadual. Essa redução é de R$ 15,3 bi no comércio, R$ 12,8 bi nos serviços e R$ 8,6 bi na indústria.

A pesquisa apresentada hoje mostra também o retorno das atividades econômicas. 87,5% das empresas já retomaram as atividades, embora de maneira desigual entre os portes, visto que o micro e pequeno negócio apresentam maiores dificuldades. Caiu o número de empresas que reduziram o quadro e aumentou a quantidade daquelas que geraram mais postos de trabalho. O acesso ao crédito é crucial para a manutenção ou retomada das atividades, no entanto, apenas uma em cada três empresas que buscaram, obtiveram empréstimo.

Em relação aos pequenos negócios, as atividades mais prejudicadas são dos segmentos da economia criativa, como atividades culturais e artísticas, transportes escolares e turísticos, e eventos. Nesses ramos, seis em cada dez empresas seguem fechadas e o diretor técnico do Sebrae/SC, Luc Pinheiro, destaca que a situação dessas empresas é a mais dramática e diz mais: esses segmentos devem ser os últimos a voltar com atuação completa e, consequentemente, os últimos a se recuperarem economicamente.

Por isso é importante olharmos para esses negócios e buscarmos auxiliar na criação de soluções inovadoras que os ajudem a passar por esse período de crise”, comenta.

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