REDE ESTADUAL DE ENSINO: MAIS DE 75% DAS ESCOLAS PERMANECEM COM AULAS PRESENCIAIS EM SC

Há um mês, alunos e professores da maioria das escolas estaduais voltaram a se encontrar presencialmente pela primeira vez na sala de aula desde o início da pandemia de Covid-19. O retorno era aguardado pela comunidade escolar e foi construído ao longo de 2020, com a criação do Plano de Contingência para a Educação (PlanCon), investimento em EPIs e capacitação com os professores e gestores.

Nesse período, as escolas colocaram em prática os protocolos elaborados em conjunto com a comunidade escolar, com foco no acolhimento dos alunos e na segurança dos estudantes e professores. Em conjunto com a Vigilância Epidemiológica dos municípios, as pessoas com suspeita ou confirmação para Covid-19 foram afastadas para evitar o contágio na escola e permitir a continuidade das aulas presenciais.

Até ontem, havia registro de 11 escolas, que representam 1,03% entre as 1.065 unidades da rede estadual, com as atividades presenciais suspensas por orientação da Vigilância Epidemiológica. Para manter as atividades, esses alunos e professores passaram temporariamente para o modelo 100% remoto, previsto no planejamento do ano letivo escolar.

O secretário de Estado da Educação, Luiz Fernando Vampiro, explica que esse número tem se mantido constante ao longo do primeiro mês de aulas, o que reforça que os protocolos estão sendo cumpridos. “Trabalhamos para que alunos e professores encontrem um lugar seguro quando chegarem às escolas, que não são imunes à Covid, mas onde há regramentos bem definidos para que o ensino presencial possa ser mantido”.

MODELO MISTO DE EDUCAÇÃO

A Secretaria de Estado da Educação (SED) acompanha a situação de todas as escolas da rede. Os dados compilados até o fim de quarta-feira, 17, indicam que 785 escolas (73,7% da rede) seguem no modelo misto, com alternância entre atividades na escola e em casa. Outras 36 unidades (3,4%) mantêm o ensino no modelo 100% presencial, já que são escolas menores em que é possível atender todos os alunos com distanciamento social.

As demais unidades de ensino seguem no modelo 100% remoto, com atividades pela internet ou com materiais impressos. Há 17,3% das escolas que adotaram esse modelo por conta de decretos municipais, 4,6% por conta de infraestrutura ou falta de pessoal e 1,03% por casos suspeitos ou confirmados de Covid-19 com servidores ou alunos.

O levantamento elaborado pela SED, com dados até 16 de março, indica que 126 servidores positivados para Covid-19 estão afastados de suas funções, o que corresponde a 0,36% dos funcionários da rede estadual. A orientação definida em conjunto com a Vigilância Epidemiológica é que os servidores sejam afastados preventivamente do modelo presencial em caso de sinais de síndrome gripal e que alunos com sintomas permaneçam em casa.

Essas informações têm sido acompanhadas pelo Ministério Público, que se reuniu com o secretário Luiz Fernando Vampiro na semana passada para avaliar o início do ano letivo. No encontro, os promotores reforçaram a necessidade de manter as aulas presenciais para cumprir a legislação, pela escola ser um espaço de acolhimento social para crianças em situação de vulnerabilidade e também pela escolha dos pais, que podem optar se os filhos aprenderão pelo modelo presencial ou remoto

MONITORAMENTO PERMANENTE

Ao longo do primeiro mês do ano letivo de 2021, a SED vem monitorando e aperfeiçoando com o Comitê Estratégico de Retorno às Aulas Presenciais as ações de prevenção contra o Covid-19 nas escolas. O comitê, formado por mais de 15 instituições que elaboraram o Plano de Contingência para a Educação (PlanCon Edu), se reuniu novamente no início do ano letivo para continuar avaliando possíveis ações e colocá-las em prática.

Uma dessas ações foi a elaboração de uma nota informativa técnica, feita em conjunto com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), que foi apresentada aos coordenadores regionais da educação na manhã desta quinta-feira, 18. O documento é uma forma de padronizar as ações realizadas entre a SED e a Dive em casos suspeitos ou confirmados de Covid-19 em servidores e estudantes.
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